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Voltar 02/12/2019 - PETRONOTÍCIAS

NEGÓCIOS

MERCADO DE ÓLEO E GÁS PODE TER O PRÓXIMO ANO A CONSOLIDAÇÃO DOS PROJETOS INICIADOS EM 2019

02. DEZ, 2019 0 COMENTÁRIOSRafael Torres na sede da SBM Offshore, Rio de Janeiro RJ, foto de Daniela Dacorso

Rafael Torres na sede da SBM Offshore, Rio de Janeiro RJ, foto de Daniela Dacorso

Como fazemos todos os anos nesta época, o Petronotícias procura fazer um balanço das atividades da nossa economia em seus vários setores, identificando erros e acertos que ocorreram e buscando saber, com quem é importante no mercado, qual a visão para o futuro. Quais as perspectivas. O que os executivos sugerem para que possamos melhorar ainda mais. Para 2020, espera-se que a reação do mercado de óleo e gás seja mais concreta e a retomada seja acelerada. Neste particular, o segmento de exploração e produção e a indústria naval andam de mãos dadas no Brasil. O mercado se divide quando se trata de política de conteúdo local. Há quem defenda, há quem ataque. O certo é que os leilões realizados este ano, reacenderam essa discussão por brasileiros e estrangeiros.

Nesses últimos anos de horror para a indústria de petróleo & gás no Brasil, muitas empresas não conseguiram sobreviver. Os preços ficaram muito apertados e as contratações escassas. Uma das empresas que superaram todas essas dificuldades no mercado brasileiro foi a SBM. Por isso, convidamos um de seus diretores, Rafael Torres, para estrear o Perspectivas 2020.

– Como viu o seu setor no ano de 2019 ?

O ano de 2019 foi marcado pela materialização de projetos bastante relevantes na área de óleo e gás, bem como os leilões da ANP, que trouxeram novos players como operadores para os projetos que entrarão no futuro. Considerando os FPSOs que começaram a produzir este ano, eu diria que está sendo traçado um novo momento de retomada do mercado, confirmando a atratividade das reservas de águas profundas em relação a outras reservas pelo mundo afora e, desta forma, atraindo investimentos para o nosso país. Esta peculiaridade, em adição ao estímulo do governo em ter outros players explorando no Brasil, faz com que possamos ter uma carteira de projetos mais sustentável nos próximos 10 anos e, consequentemente, um incremento na geração de empregos, arrecadação e prestação de serviços ao longo dos 20 anos (no mínimo) que essas unidades estarão em plena operação.

– Qual é a sua expectativa para 2020 ?

O próximo ano pode ser o da consolidação. E, se os projetos que estão no pipeline das petroleiras decolarem, confirmar as reservas dos campos e a qualidade dos reservatórios, teremos que nos preparar para atender um mercado com bons desafios tecnológicos. Em um ambiente em que o Brasil já tem dez petroleiras atuando como operadoras no offshore, a expectativa é que os ciclos de inovação se reduzam tanto nas áreas de execução quanto de tecnologia. Algumas tecnologias novas devem entrar em operação no curto prazo e, caso tudo funcione conforme planejado, essas tecnologias abrirão uma nova fronteira, possibilitando destravar mais campos de petróleo a serem explorados. Outro ponto que pode se intensificar este ano será a preparação para a transição energética com alguma medida para estimular o uso do gás e o aumento da oferta de energias renováveis onshore e offshore.

– O que gostaria de sugerir para que seu segmentando negócios fosse mais ativo?

O incentivo à inovação de forma a atender as exigências tecnológicas e a conscientização de que a riqueza mantida embaixo da terra não vale nada, são dois conceitos que deveriam estimular a desburocratização e o senso de urgência para explorar o mais rápido possível, claro que sem prejudicar o meio ambiente. Isso seria fundamental para acelerar a economia. A demanda de projetos deve ser bem mensurada, planejada e trabalhada com responsabilidade, pois não queremos criar um mercado superaquecido e não sustentável, como era o caso antes da crise que nos atingiu há alguns anos atrás.


Fonte: Petronotícias, 02 dez. 2019
by vm2

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