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Voltar 13/01/2021 - Revista Brasil Energia

Óleo e Gás

RISERS RÍGIDOS PARA TUPI
13/01/2021  Terciotti 0 Comentários Óleo e Gás / Energia
Cortesia TechnipFMC

A Petrobras irá substituir parte dos risers flexíveis do campo de Tupi por linhas rígidas. A petroleira lançou licitação para contratar o serviço de troca para 11 dutos do ativo, o que demandará cerca de 98 km de novas linhas.

Regido sob o modelo de carta-convite, o bid foi aberto no final de dezembro, com entrega de propostas marcada para o dia 18 de março. A execução do serviço está programada para ser iniciada entre o fim de 2023 e o início de 2024.

A licitação marcará a primeira iniciativa da Petrobras nesse segmento. Especialistas projetam que a operação poderá ser a primeira de uma leva, tendo em vista os problemas de corrosão por CO2 detectados há cerca de cinco anos nas linhas flexíveis de projetos da petroleira no pré-sal.

O contrato promete movimentar o setor, trazendo a tona o clássico debate entre rígidos e flexíveis. Entre as empresas convidadas pela Petrobras estão a Allseas, McDermott, Saipem, Subsea 7 e TechnipFMC.

Não há confirmação se o convite foi enviado para a Sapura, que está com Grau de Risco de Integridade (GRI) alto junto à Petrobras.

Centenas de milhões

No caso da licitação, especialistas consultados pela PetróleoHoje projetam um contrato da ordem de US$ 350 milhões. A campanha a ser contratada cobrirá apenas uma parcela dos risers de Tupi, já que as estimativas são de que o projeto conte com aproximadamente 60 linhas flexíveis.

Com a licitação formatada sob modelo de EPC, a empresa vencedora terá que fornecer todos os equipamentos do contrato. O negócio incluirá as linhas rígidas, boias de flutuação, conectores barco de lançamento e todo o serviço de execução da campanha.

Considerado um dos principais campos da Petrobras, Tupi produz, atualmente, 953 mil barris/dia de óleo e 42 milhões de m3/dia de gás. O campo é operado pela Petrobras, em parceria com a Shell e a Petrogal, e possui nove FPSOs em operação (Angra dos Reis, Paraty, Mangaratiba, Itaguaí, Maricá, Saquarema, P-66, P-67 e P-69).

Histórico da corrosão

Os primeiros sinais de desgaste e corrosão nas linhas flexíveis dos projetos do cluster do pré-sal foram detectados pela Petrobras por volta de 2016. Na ocasião, a petroleira e TechnipFMC, empresa fornecedora dos risers, fizeram, juntas, trabalho de mapeamento/inspeção minucioso do fundo do mar para avaliar as condições técnicas de todas as linhas.

Depois de executado um levantamento dos risers com maior nível de risco, as duas companhias executaram a troca de algumas linhas, substituindo na ocasião risers flexíveis danificados por risers flexíveis novos.

Os problemas, segundo declarações da Petrobras na ocasião, foram ocasionados por um fenômeno conhecido como corrosão por tensão de CO2 (stress-corrosion cracking by CO2). A maior parte das avarias era encontrada no material das armaduras de tração.

Desde então, são realizadas inspeções sistemáticas nas linhas flexíveis do pré-sal. No início do desenvolvimento dos primeiros projetos do cluster, a Petrobras privilegiou a utilização de linhas flexíveis, em detrimentos dos risers rígidos.

Nos últimos anos, a companhia voltou a adotar modelos configurações híbridas em seus ativos, combinando flexíveis e rígidos, sobretudo nos projetos de Mero, Sépia e Búzios.

O último problema com riser flexível do pré-sal ocorreu no início de 2020, quando a linha de injeção de gás conectada ao FPSO Cidade de Angra dos Reis, no campo de Lula, se rompeu.

Fonte: Revista Brasil Energia, 13/01/2021
by vm2

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