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Voltar 20/12/2019 - Notícias de Mineração

INVESTIMENTOS

O governo de Minas Gerais assinou mais de 18 protocolos de intenções para aportes privados no Estado, totalizando R$ 14,7 bilhões.

A quantia destinada pela Vale será dividida em dois projetos. O primeiro é para o sistema de disposição de rejeitos na mina Brucutu, com um investimento de R$ 1,248 bilhão, com início da operação previsto para 2023.

O segundo será para sondagem,buscando agregar informações geológicas para definição do potencial de formação ferrífera, a atualização do modelo geológico e avaliação do potencial de extração de ferro nos projetos de pesquisa de Almas Norte/Casa Velhas,Jacutinga e Morro da Adriana, localizados em Santa Bárbara, Ouro Preto e Mariana. O investimento é de R$ 99,8 milhões e a previsão de início das operações também é 2023.

A AMG Mineração anunciou R$ 838,9 milhões para a implantação de uma unidade de beneficiamento de Espodumênio SP1;produção de ligas de Estanho; concentrado de Tântalo e Feldspato e a Planta Química para produção de Lítio, nos municípios de Nazareno e São Tiago. A planta química deve ser implantada em 2021.

A Taquaril Mineração apresentou um projeto novo de mineração de minério de ferro nos municípios de Nova Lima e Sabará. O projeto está dividido nas fases I e II. A primeira fase consiste na lavra do minério de alto teor (hematítico) com beneficiamento a seco. Na segunda, haverá a lavra do minério de menor teor (Itabirito friável), filtragem e disposição a seco, sem a utilização de barragem de rejeitos. O investimento estimado é de R$ 559 milhões. O início da implantação é 2020 e o início da operação é em 2021.

A Mineração Fazenda dos Borges prevê um aporte de R$ 385 milhões até 2020 em um empreendimento voltado para extração e beneficiamento de calcário e produção de cal para atendimento das empresas de siderurgia e o segmento de construção civil. O início de implantação está previsto para 2019 e operação previsto para 2020.

A JMN Mineração apresentou dois projetos. O Projeto I será na mina do Baú, localizada nos municípios de Santa Bárbara e Barão de Cocais, que prevê a exploração de 1,2 Mtpa de minério de ferro a seco.

O Projeto II refere-se à mina Morro dos Coelhos, Fase II, localizada nos municípios de Desterro de Entre Riose Piracema, que tem por objetivo a implantação das instalações de beneficiamento a úmido, que possibilitarão o aumento de produção para a ordem de 3.440.000 ton./ano. O investimento será de R$ 292 milhões.

O projeto I terá o início de sua implantação em agosto de 2020 e o início da operação em dezembro de 2020. Já o projeto II terá o início de implantação em dezembro de 2019 e início de operação em dezembro de 2019.

A Mineração Usiminas fará um investimento de R$ 162 milhões, em Itatiaiuçu, em um projeto que contempla a instalação do sistema filtragem de rejeito e seu empilhamento a seco,representando a migração da Mineração Usiminas para um sistema de disposição de rejeitos mais seguro e sustentável. Implantação e operação serão em 2020.

A Usiminas Mecânica disse que investirá R$ 11,5 milhões em um projeto que envolve a aquisição de célula robotizada e modernização da planta em Ipatinga.

A Vallourec Mineração fará uma porte de R$ 220 milhões até 2022 para expandir a capacidade de produção da Mina Pau Branco que compreende, substancialmente, a instalação de uma planta de beneficiamento de minério de ferro, adicionando 3,6 Mt à capacidade anual de produção (que atualmente é cerca de 5,0 Mt/ano).

O projeto da planta prevê o beneficiamento a partir de minério mais pobre (com teor de >30%

Os outros R$ 10,7 bilhões serão investidos por companhias de outros setores. A Santa Cruz Energia investirá R$2,253 bilhões; a Cemig, empresa de energia, investirá R$ 8,334 bilhões; a ACG,empresa de fabricação de cápsulas para medicamentos, R$ 150 milhões; a Promafa,produtora de derivados de mandioca, R$ 43,3 milhões; a União Química Farmacêutica,R$ 92 milhões; a M.E Gonçalves Indústria de Móveis, R$ 14,3 milhões; a Marluvas, R$ 5,5 milhões; a Leggett & Platt, fábrica de molas de colchões,R$ 9,1 milhões; a Arthi, artefatos para uso pessoal e doméstico de plástico e metal; R$ 7,8 milhões. A Dasplast, de utilidades domésticas, não teve valor do investimento revelado.

Esse foi o maior valor conquistado pela Agência de Promoção de Investimento e Comércio Exterior de Minas Gerais (Indi) no período de um ano. Até então o recorde era de R$ 52 bilhões, atraídos em 2010.

Além disso, o montante supera em 24% a estimativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Sede), no início de 2019, que era de R$ 45 bilhões.

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