Buscar por:  

Assine o RSS

Voltar 13/04/2021 - Informaq - edição 253 -Abril de 2021

PALAVRA DO PRESIDENTE

Aprendendo com erros





Entramos no segundo ano da pandemia da Covid-19 com a triste evidência de que poucas lições foram aprendidas no âmbito político e econômico. A comunidade médica científica atenta a todos os sinais da pandemia, diariamente nos traz informações atualizadas acerca da estrutura do vírus, da evolução dos tratamentos e vacinas e das diretrizes para controle da doença, na intenção de sinalizar ações assertivas, mas a sua maior parte é ignorada pelos tomadores de decisões. 

Presenciamos por isso o número de casos de contaminação e morte pelo novo coronavírus ganhando patamares aterrorizantes, o sistema de saúde entrando em colapso e pouca perspectiva de ações contundentes em prol do controle da situação da pandemia no Brasil. Por outro lado, observamos o estabelecimento de prioridades na contramão das melhores práticas mundiais, sejam elas para controle da crise sanitária sejam para controle da crise econômica.

Estamos passando por um problema de saúde global, onde somos potencias transmissores do novo coronavírus, isso exige precedência por medidas que eliminem o contágio por covid-19, estas passam por vacinação em larga escala e na sua ausência em medidas rigorosas de afastamento social garantindo às famílias impedidas de exercerem atividades remuneradas auxílios em quantias adequadas para suprir minimamente o custo dos produtos da cesta básica. 

Estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e publicado ainda em abril de 2020 sugeria que medidas restritivas rigorosas durante a pandemia resultariam em crescimento econômico mais acelerado após o fim da crise, quando comparados com ausência de implementações. De fato, 12 meses depois, novo relatório, agora publicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), trouxe evidencias que comprovam a tese do MIT. A rapidez de resposta dos governos à crise sanitária, com a adoção de medidas muito bem planejadas, aparece como a principal explicação para a contenção de vidas e de danos econômicos. A comunicação clara e frequente em relação aos riscos do coronavírus e as medidas de prevenção necessárias para contê-los também foi destacada.

O sucesso no controle da multiplicação de infecções por Covid-19, ao permitir a recuperação das atividades, tende a abrir espaço para substituição dos auxílios às famílias por programas de investimentos com vistas à aceleração da promoção de empregos, rendas e recuperação econômica. Os Estados Unidos, ainda que inicialmente não considerados como bom exemplo de controle da pandemia, adotaram esta estratégia e entraram para os grupos das nações consideradas modelo de boas práticas. Priorizaram a vacinação, uso de máscaras e o afastamento social. Aprovaram pacote trilionário de ajuda ao combate à pandemia e sinalizaram a implementação de proposta em valor ainda superior na intenção de renovar a infraestrutura. 

As melhores práticas não podem nem devem ser negligenciadas. Todo o mundo vem passando pelas mesmas dificuldades, países tiveram piores e outros melhores desempenho. Após um ano de convívio com os problemas causados pela Covid-19, experimentar deixou de ser forçoso. Inúmeras ações foram validadas e seus resultados estão disponíveis. A reversão do atual quadro nacional de saúde é possível e é urgente, o número de vidas salvas e a recuperação da economia dependem disso.

João Marchesan - Administrador de empresas, empresário e presidente do Conselho de Administração da ABIMAQ  
by vm2

ABIMAQ - Associação Brasileira da Indústria de Maquinas e Equipamentos.
2021 Todos os direitos reservados.

Rua: Rua Santa Luzia, 735 - sala 1201 - Centro - CEP: 20.030-041 - Rio de Janeiro - RJ
Tel: (21) 2262-5566
E-mail: cog@abimaq.org.br