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Voltar 01/05/2008 - Abimaq

Agroenergia

AGROENERGIA: UMA OPORTUNIDADE PARA O BRASIL


No mês de maio, a indústria de máquinas e equipamentos teve uma seqüência de boas notícias, iniciando com a divulgação do balanço do primeiro trimestre de 2008, um dos melhores da história do setor e, em seguida, a Feira Agrishow, onde as vendas superaram todas as expectativas. 

Na semana seguinte, o Governo Federal, através do MDIC e do BNDES, lançou a nova Política de Desenvolvimento Produtivo, contendo um conjunto de medidas altamente favoráveis para a indústria de bens de capital e, por fim, a realização da Mecânica 2008, a mais importante feira de máquinas realizada na América Latina, que comemorou o seu 50º aniversário com recorde de visitantes – a maioria compradores qualificados vindos de todo o Brasil e de mais 30 países.

Em todos estes eventos um tema sempre esteve presente, a agroenergia e as suas ótimas perspectivas para o Brasil. Não é coincidência que as indústrias voltadas ao complexo agroenergético mantiveram o faturamento em patamar alto no primeiro trimestre. Na Agrishow este foi o assunto predominante.

No caso da nova Política Industrial, a agroenergia foi favorecida sob diversas formas. Finalmente, na Feira da Mecânica 2008, pudemos constatar que o tema já mobiliza as indústrias, foi tema de interesse das delegações estrangeiras que participaram da feira e também entre as autoridades governamentais que lá compareceram. 

Foi fácil perceber em todos, cada um sob seu enfoque, um sentimento de que o nosso País não pode e não deve, como ocorreu no passado, deixar passar esta oportunidade. Na verdade, serão múltiplas as oportunidades decorrentes do uso da agroenergia em escala mundial.

Acreditamos que a agroenergia criará um novo cenário de negócios para inúmeros segmentos empresariais do nosso País, sempre lembrando que no mercado globalizado, as vantagens comparativas e os ganhos de competitividade são considerados vetores estratégicos. No caso, os diferenciais que temos nas mãos são os melhores do mundo: terras agricultáveis e água em proporções continentais; um clima propício para produzir, simultaneamente, energia e alimentos; capacidade científica e tecnológica para elevar a produtividade no campo e, como vantagem complementar, nós, brasileiros, seja como consumidores ou fabricantes de máquinas e equipamentos, temos uma longa convivência com a agroenergia no nosso dia-a-dia.

A grande questão neste instante é saber o que deve ser feito para que as oportunidades da agroenergia não sejam perdidas. Em primeiro lugar, cabe ao governo brasileiro, em parceria com a iniciativa privada nacional, atuar de forma enérgica junto aos organismos multilaterais em defesa da bioenergia, tendo como meta a criação de um grande mercado mundial de biocombustíveis, incluindo transferências de tecnologia e investimentos agroenergéticos.

A indústria de máquinas e equipamentos - da mesma maneira que os demais setores interessados no tema - deve preparar-se para responder a este desafio. Vamos conjugar iniciativas e esforços para ampliar os investimentos em I,P&D direcionados para as áreas que interessam diretamente as indústrias de bens de capital, como forma de garantir que o nível de competitividade do nosso setor seja mantido no médio e longo prazos. A ABIMAQ está trabalhando nesta direção e esperamos para breve muitas novidades.

Luiz Aubert Neto
Presidente da Abimaq
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